Polícia de BH prende suspeito de ataques sexuais

Um auxiliar administrativo preso na noite desta terça-feira, 29, foi reconhecido por diversas vítimas como responsável por uma série de ataques sexuais a adolescentes na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Após a prisão, ao menos 25 pessoas, a maioria jovens com 16 ou 17 anos, além de uma garota de 12, identificaram Marcel Barbosa dos Santos, de 30, como sendo o chamado "Tarado do Dona Clara", em referência ao bairro onde ocorreu a maior parte dos ataques.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

30 Outubro 2013 | 12h28

As abordagens ocorriam pela manhã, quase sempre quando as jovens caminhavam para as escolas onde estudam. Além do Dona Clara, a Polícia Militar (PM) também recebeu denúncias de ataques nos bairros Santa Rosa, São Luiz, Ouro Preto e Jaraguá. Foi neste último, segundo o capitão Waldormiro Almeida, do 13º Batalhão da PM mineira, que o suspeito foi preso depois de a polícia conseguir identificar a moto que ele usava nos ataques.

De acordo com o oficial, após ser preso em um imóvel onde morava de favor com a mãe, Marcel, que é natural de São Paulo e vive há cerca de 20 anos na capital mineira, a princípio negou os crimes. "Depois, ele começou a chorar e confessou tudo. Disse que não era um monstro e que havia surtado porque quando era criança foi molestado por um primo", contou o militar. Segundo o capitão, o suspeito assumiu ter feito cerca de 40 ataques, quase todos contra estudantes a caminho da escola.

A última abordagem ocorreu na segunda-feira, 28, e teve como vítima uma garota de 17 anos. Em todos os casos, o criminoso abusava das adolescentes, mas não há registro de que ele tenha consumado a penetração em algum caso. Mesmo assim, desde 2009, a legislação brasileira define como estupro qualquer "ato libidinoso" praticado mediante violência ou grave ameaça, com pena de seis a dez anos de prisão, agravada no caso de o crime ser cometido contra menores.

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