Polícia diz que padrasto de Joaquim falou em seguro

Polícia quer localizar a seguradora e saber a quem se refere esse seguro e quem seria beneficiado; pista pode mudar o rumo das investigações

Renê Moreira, Especial para O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2013 | 20h44

RIBEIRÃO PRETO - Uma nova pista pode mudar o rumo das investigações sobre a morte do menino Joaquim Ponte Marques. Em mensagem de telefone celular enviada para a psicóloga Natália Ponte, mãe de Joaquim, pouco antes do sumiço da criança, o padrasto Guilherme Longo fala em ter feito uma apólice de seguro sem entrar em detalhes a respeito. Agora, a polícia quer localizar a seguradora e saber a quem se refere esse seguro e quem seria beneficiado.

A informação foi confirmada pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro, que responde pelo caso e que nesta quinta-feira, 21, se reuniu com o comandante da Polícia Militar, Paulo César Gomes. Eles discutiram detalhes da reconstituição que será realizada na casa onde Joaquim morava, no Jardim Independência, em Ribeirão Preto (SP).

Também nesta quinta-feira, Castro ouviria um amigo de Longo que teria informações importantes sobre o caso. Porém, ele não apareceu para depor e policiais o procuraram sem obter êxito.

Longo está preso desde o dia 10, quando o corpo de Joaquim foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP), após desaparecer cinco dias antes do quarto dele em Ribeirão. Natália também está na cadeia, enquanto a polícia segue tentando esclarecer como o menino morreu e depois foi jogado na água.

Recurso. A defesa de Longo ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O advogado Antônio Carlos de Oliveira alega que o principal suspeito de matar o menino pode colaborar com as investigações mesmo estando em liberdade.

De acordo com Oliveira, não existem provas materiais consistentes contrárias ao cliente.

"Ele não precisa estar preso para a investigação continuar", afirma. No início desta semana, o advogado viu o pedido de liberdade ser negado pela juíza Isabel Cristina dos Santos, da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão. Agora, tenta um resultado favorável em segunda instância.

Na manhã desta quinta, Oliveira cogitou a possibilidade de o cliente não participar da reconstituição. O motivo seria porque estaria tendo dificuldades para obter cópias de documentos relativos ao inquérito. Porém, mesmo que Longo não esteja presente, a polícia confirmou que pretende reconstituir os passos do padrasto na madrugada do dia 5.

Suspeita. Ao contrário do que diz o advogado, o delegado afirma já ter provas contra o padrasto, mas que é preciso juntar mais elementos e aguardar alguns laudos que ainda serão expedidos.

A Polícia Civil continua com a tese de que o menino morreu na casa e foi levado e jogado no córrego que passa a 200 metros do imóvel, indo parar no Rio Pardo. Segundo a polícia, Longo é o principal suspeito pela morte da criança. Ele teria usado, para isso, de forma acidental ou premeditada, uma dose excessiva de insulina.

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