Polícia do Quênia faz apreensão recorde de marfim

A polícia do Quênia apreendeu duas toneladas de marfim, avaliadas em 1,15 milhão de dólares, na maior carga desse tipo já confiscada no país africano, disseram autoridades nesta terça-feira.

Reuters

15 de janeiro de 2013 | 20h13

"Não entendemos de onde a pessoa tira coragem de juntar quantidades tão enormes de marfim, na esperança de passar por nossos sistemas de segurança", comentou Kibereng Seroney, agente da polícia portuária da cidade de Mombasa encarregado de investigações criminais.

A caça ilegal é um crescente problema em países africanos que apostam na sua riqueza natural para atrair turistas estrangeiros a seus parques.

Criminosos fortemente armados matam elefantes e rinocerontes por causa das suas presas, que são usadas como ornamentos e em alguns remédios populares. A maioria das presas de elefante contrabandeadas a partir da África vai parar em países asiáticos, segundo a polícia.

Em 5 de janeiro, caçadores mataram uma família de 11 elefantes, no maior massacre de animais já registrado no Quênia, segundo autoridades.

O comissário-assistente da Autoridade de Arrecadação do Quênia, Gitau Gitau, disse que a documentação que acompanhava a carga apreendida no porto de Mombasa dizia se tratar de pedras decorativas.

Segundo o funcionário, o marfim apreendido era originário de Ruanda e Tanzânia e seria exportado para a Indonésia.

(Reportagem de Joseph Akwiri)

Tudo o que sabemos sobre:
QUENIAMARFIMBOMBASA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.