Polícia do Rio apura morte de jovem após perseguição

A Polícia Civil do Rio investiga a morte do jovem Paulo Roberto Pinho de Menezes, de 18 anos, após perseguição policial na Favela de Manguinhos, zona norte da capital fluminense, na madrugada desta quinta-feira, 17. Parentes de Menezes acusam policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de tê-lo espancado até a morte num beco na comunidade. Os policiais negam.

MARCELO GOMES, Agência Estado

17 Outubro 2013 | 19h13

Os policiais disseram na 21ª Delegacia de Polícia (DP) que Menezes tentou fugir de uma abordagem, desmaiou e caiu no chão antes de ser capturado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima chegou morta à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Manguinhos, para onde foi levado num carro da PM.

O delegado José Pedro da Silva afirmou nesta quinta-feira que exames preliminares do Instituto Médico-Legal (IML) Afrânio Peixoto apontam que o jovem estava sob efeito de drogas. Os peritos constataram uma lesão no lado direito da boca de Menezes. Não havia marcas de tiros ou facadas no cadáver. Silva disse ainda que ele tinha sete passagens pela polícia, por furto e assalto a mão armada.

Parentes de Menezes dizem que ele foi arrastado pelos PMs para um beco escuro, onde teria sido espancado e morto. Segundo familiares, Menezes tinha desavença com um policial da UPP e estaria sendo ameaçado. Nesta quinta à tarde, vizinhos e amigos fizeram uma manifestação contra a ação da polícia. Eles arremessaram pedras contra policiais que patrulhavam a área. A estudante J.K.C.S., de 17, foi atingida por um tiro na perna direita durante o protesto e está hospitalizada.

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora afirmou que, por volta das 3h15 de hoje, policiais "em patrulhamento de rotina na localidade conhecida como Barrinho, avistaram quatro jovens em atitude suspeita e, ao se aproximarem para realizar a abordagem, um dos jovens fugiu em direção a um beco, visivelmente alterado, caiu desmaiado antes mesmo de ser capturado pelos policiais".

Ainda conforme o comunicado, os agentes "colocaram o jovem desacordado dentro da viatura e o levaram para a UPA de Manguinhos". A nota afirma também que, "de acordo com relatos dos policiais, os jovens que estavam com Paulo Roberto afirmaram que ele havia cheirado loló (cheirinho da loló) minutos antes do ocorrido".

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