Polícia do Rio se desloca a SP para buscar Edmundo

Policiais civis deixaram o Rio de Janeiro nesta manhã, por volta das 9 horas, para buscar em São Paulo o ex-jogador de futebol e comentarista esportivo Edmundo Alves de Souza Neto, de 40 anos. Ele foi preso nesta madrugada num flat na capital paulista. A assessoria da Polícia Civil disse que agentes da Polinter são responsáveis pela transferência do ex-jogador.

PRISCILA TRINDADE E TIAGO ROGERO, Agência Estado

16 Junho 2011 | 11h43

Edmundo foi preso por policiais do Setor de Investigações Gerais (SIG) da 3.ª Delegacia Seccional Oeste. Ele estava sozinho no momento da abordagem e não ofereceu resistência. A polícia realizou a prisão após receber uma denúncia anônima ontem, por volta das 23 horas, afirmando que o ex-jogador estava em um flat no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo.

Depois de ser preso, o ex-jogador foi levado, por volta das 5h30, para fazer o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Por volta das 9 horas, ele deixou a sala reservada onde passou a madrugada na delegacia e seguiu para uma cela, na qual se encontra sozinho.

Nesta semana, a Justiça carioca expediu o mandado de prisão contra o ex-jogador. Ele foi condenado em 1999 a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, pelos homicídios culposos (sem intenção) de três pessoas e lesões corporais de outras três em um acidente de carro, ocorrido na madrugada do dia 2 de dezembro de 1995, depois de ele sair de uma boate na Lagoa, na zona sul do Rio. Edmundo não possui formação superior e estudou apenas até a sexta série do ensino fundamental - portanto, pela lei, não tem direito a cela especial.

Defesa

O advogado de Edmundo, Arthur Lavigne Júnior, disse que vai dar entrada hoje com um pedido de habeas corpus em favor do cliente no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Lavigne está no Rio, disse que não irá à capital paulista e aguarda a transferência do ex-jogador.

Lavigne mantém o argumento de que o crime está prescrito e, portanto, a punição deve ser extinta. Segundo ele, o prazo para a prescrição é de oito anos, a partir da data de condenação (março de 1999), e não de 12 anos, "como entendeu o juiz da Vara de Execuções Penais (VEP)". O advogado afirmou que conversou com Edmundo nesta manhã e que o ex-jogador está "bem, tranquilo e confiante de que será libertado".

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