Polícia do Rio vai substituir 70 dos 700 policiais da UPP da Rocinha

Mesmo com instação de Unidade Pacificadora, comunidade continua sendo palco de violência

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2013 | 20h28

RIO - A Polícia Militar (PM) do Rio anunciou nesta segunda-feira, 4, que 70 dos 700 PMs que atuam na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na zona sul, começaram a ser substituídos. A medida ocorre quase quatro meses após o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, que teria sido torturado e morto por policiais da UPP em 14 de julho. Desde então, houve um acirramento do convívio entre moradores e policiais.

O coordenador das UPPs, coronel Frederico Caldas, disse que alguns policiais pediram para ser transferidos. Não foi divulgado o critério de escolha dos policiais que passarão a trabalhar na Rocinha. Apesar da UPP, a comunidade da zona sul continua sendo palco de tiroteios.

Durante a madrugada de domingo, 3, houve uma troca de tiros que se estendeu por mais de dez horas, segundo moradores. A PM estima que pelo menos 90 traficantes continuam em ação na Rocinha. O número de policiais em cada equipe que faz rondas em vielas da comunidade foi aumentado de cinco para dez.

Maré. Alunos de escolas públicas localizadas no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, continuaram sem aulas nesta segunda-feira, pelo quinto dia consecutivo. A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, reuniu-se pela manhã de segunda, 4, com pais de alunos para discutir a questão da violência no local.

Oficialmente, o Rio tem 155 escolas do ensino fundamental localizadas em áreas conflagradas. Dois Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) funcionaram parcialmente na Maré, um deles com apenas três professores. Na reunião, os pais pediram que as aulas sejam retomadas o quanto antes.

Está prevista para esta quarta-feira, 6, uma nova reunião da secretária com professores da comunidade. O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação havia sugerido que ela instalasse um gabinete provisório na Maré para perceber de perto as "condições precárias" de segurança.

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