Polícia entra em lanchonete para negociar seqüestro

Cinco policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) entraram na loja do McDonald''s do centro de Poços de Caldas, no interior de Minas Gerais, para negociar com os seqüestradores que mantêm pelo menos quatro reféns desde o início da madrugada de hoje. Segundo informações da Polícia Militar (PM) da cidade, os criminosos estavam com quatro armas de fogo, sendo duas espingardas e dois revólveres.Uma das reféns, que seria gerente da lanchonete, estava ferida e a suspeita é de que o ferimento tenha sido causado por um disparo. "Nosso maior objetivo agora é retirar a vítima ferida", declarou o capitão Alexandre José da Silva, da PM. Desde a madrugada os reféns e os assaltantes estão sem água, luz, banheiro e sem alimentação. Segundo informou o capitão, um assaltante tentava negociar o fornecimento de alimento. Além dos cinco policiais do Gate que estavam na lanchonete, outros 60 PMs, dez policiais civis, dez guardas municipais e equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participavam das negociações. A polícia descarta qualquer ligação do caso com uma suposta tentativa de seqüestro e informou que a intenção dos suspeitos era de roubar a lanchonete. O seqüestro começou quando os ladrões sofreram um acidente enquanto fugiam da polícia. Eles abandonaram o carro e invadiram a loja, onde estavam funcionários da segurança e da limpeza. Três pessoas já deixaram o local. Duas delas seria um dos funcionários do McDonald''s e outra seria um dos assaltantes.

TATIANA FÁVARO, Agencia Estado

04 de dezembro de 2007 | 16h18

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