Polícia estoura clínica de aborto e prende 10 no Rio de Janeiro

Cerca de 20 abortos eram praticados por dia, com faturamento diário de cerca de R$ 20 mil

FABIANA MARCHEZI, Agencia Estado

17 de março de 2010 | 10h04

Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública (DRCCSP) estouraram nesta terça-feira, 16, uma clínica clandestina de aborto no bairro da Gamboa, zona portuária do Rio de Janeiro.

 

Os valores cobrados pelo procedimento variavam entre R$ 600 e R$ 2 mil, de acordo com o tempo de gestação. Segundo as investigações, a clínica praticava cerca de 20 abortos por dia, com um faturamento diário de cerca de R$ 20 mil. Dez pessoas foram detidas.

Em duas semanas de investigações os agentes monitoraram o local e desconfiaram da movimentação noturna de mulheres acompanhadas, bem como o grande número de câmeras instaladas no imóvel.

 

Dois casais de policiais se infiltraram na clínica disfarçados de pacientes. Após constatarem a realização de aborto, avisaram os demais agentes que estavam nas proximidades.

O médico Carlos Eduardo de Souza Pinto, de 39 anos, e as assistentes Keila Leal da Silva, de 31, Adriana Borges Martins, de 38 anos, Elaine Aureliano Costa Soares, de 22, e Elizangela Batista de Lima, de 39, foram presos em flagrante.

Também foram detidas três pacientes e apreendida uma menor que já haviam realizado o aborto. No local, ainda foram encontradas outras quatro mulheres que aguardavam para realizar o procedimento, acompanhadas por familiares e namorados. Ainda durante a madrugada foi preso suposto dono da clínica, Wagner Ferreira da Silva, de 46 anos.

Segundo o delegado Fábio Cardoso, titular da DRCCSP, todos foram autuados em flagrante por crimes de aborto com consentimento e formação de quadrilha, exceto as quatro pacientes que realizaram aborto, que foram autuadas em flagrante por crime de consentimento para o aborto.

 

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