Polícia faz reconstituição de morte de delegado na BA

Os três acusados pelo assassinato do delegado Clayton Leão, ocorrido no dia 26, na Estrada das Cascalheiras, em Camaçari, região metropolitana de Salvador, participaram nesta tarde da reconstituição do crime. O procedimento havia sido requisitado pelo Ministério Público, para que fossem esclarecidas dúvidas técnicas sobre o crime.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

08 de junho de 2010 | 20h16

Leão foi morto enquanto dava uma entrevista, dentro do seu carro, pelo telefone celular. Toda a ação, da abordagem dos criminosos aos tiros e gritos da mulher do delegado, Simone de Oliveira, foi transmitida ao vivo pela emissora de rádio.

Segundo os acusados, Reinaldo Valença, Edson Cordeiro e Magno de Menezes, que confessaram o crime e estão presos, eles planejavam assaltar os ocupantes do veículo, que estava parado na via, e não sabiam que se tratava do titular da 18ª Delegacia. Valença contou que atirou duas vezes por ter visto uma pistola sob a perna de Leão.

Segundo o delegado Firmino Domingos, a reconstituição fortalece a versão. "A hipótese de ter havido crime de mando ou de vingança está descartada pela investigação", afirmou. Autor dos disparos, Valença deve responder por homicídio e, junto com os outros dois, por roubo, posse de arma e formação de quadrilha.

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