Polícia faz vistoria em centro de controle da Supervia

A polícia vistoriou hoje o Centro de Controle de Operações da Supervia, concessionária que administra os trens do Estado, por cerca de duas horas. O delegado Fábio Pacífico reuniu-se com a equipe técnica e avaliou os equipamentos. Para Pacífico, a hipótese de falha humana está mais forte ante a possibilidade de defeito nas máquinas para explicar as causas do choque entre dois trens que deixou 8 mortos e 101 feridos na última quinta-feira.O delegado solicitou ainda dados sobre a rotina de trabalho de maquinistas e operadores do centro de controle, a fim de estabelecer se a escala é exaustiva e daria margem para algum erro. A empresa também forneceu o mapa sobre o tráfego de trens, com os intervalos entre as composições, e esclareceu que na tarde do acidente os maquinistas foram avisados sobre o outro trem na linha por sinalização. Não houve comunicação por rádio.Fábio Pacífico espera ouvir nos próximos dias o maquinista do trem de carga, que estava em testes, e já recebeu alta. O condutor do trem de passageiros continua internado em estado grave. O depoimento deles é considerado essencial para esclarecer o que causou o acidente. Dos 101 feridos, 10 permanecem internados em hospitais particulares. As contas estão sendo pagas pela Supervia. As indenizações às famílias dos oito passageiros mortos começaram a ser discutidas hoje.Os ferroviários se reuniram na estação Barão de Mauá hoje e farão outra assembléia amanhã para oficializar o estado de greve da categoria. Eles não aceitam os rumos das investigações, que se encaminham para falha humana. "O que nós temos é o desgaste do material, a falta de manutenção com a via permanente. O maquinista recebe ordens. Ele não decide mudar de linha", afirmou o presidente do Sindicato, Valmir Lemos.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

03 de setembro de 2007 | 20h17

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