Polícia fecha 2 clínicas de aborto e prende 28 no Rio

A polícia fechou hoje duas clínicas clandestinas de aborto em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Numa delas, uma mulher que havia acabado de ser operada foi transferida de ambulância para o Hospital Municipal Miguel Couto. O médico Bruno Gomes da Silva e a paciente foram presos em flagrante - ela seria levada para a delegacia depois de receber alta. Outras 26 pessoas foram detidas, entre funcionários e pacientes das clínicas.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

13 Agosto 2009 | 18h25

Os agentes colheram material para a realização de exames de DNA. De acordo com o delegado Jader Amaral, titular da Delegacia de Homicídios, se os exames demonstrarem que ali havia diferentes tipos de DNA, será a comprovação da prática ilegal de aborto. "Isso vai somar para que o Judiciário possa realmente efetivar uma condenação para os responsáveis dessas clínicas", afirmou.

Um dos estabelecimentos possuía forte esquema de segurança, que incluía sistema de câmeras e uma passagem secreta, que permitiria a fuga dos funcionários pela escada em caso de chegada da polícia. O local funcionava como consultório para o primeiro atendimento. As cirurgias eram realizadas em outro prédio.

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