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Polícia flagra corte de palmeiras da Mata Atlântica

Policiais rodoviários flagraram na manhã desta quarta-feira, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, uma fábrica clandestina de palmito responsável pela derrubada de 2 mil palmeiras da espécie juçara, típica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, no município de Tapiraí, região de Sorocaba.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

05 de junho de 2013 | 19h37

A fábrica improvisada funcionava na beira de uma trilha aberta a partir do km 160 da rodovia SP-79, que liga Tapiraí a Juquiá. A região, coberta pela floresta, na Serra de Paranapiacaba, é Área de Proteção Ambiental. No local ainda havia uma carga de palmito equivalente ao corte de 350 palmeiras.

Os policiais verificaram que o palmito era conservado em formol, substância tóxica, considerada cancerígena. Os cortadores de palmito estavam embrenhados na mata, mas os policiais prenderam José Agnaldo Chagas Júnior, que trabalhava no preparo do produto. Ele contou que o grupo trabalhava havia uma semana no corte e no cozimento do palmito. Parte da produção já havia sido distribuída nas cidades de Miracatu e Juquitiba. O produto e o material usado no preparo foram apreendidos. O suspeito foi levado à Delegacia de Polícia de Tapiraí e indiciado por crime ambiental.

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