Polícia flagra irregularidades em cargas perigosas em SP

Policiais civis e militares prenderam seis motoristas de caminhão numa operação conjunta realizada nessa terça-feira, 16, na cidade de São Paulo. Os motoristas, que trafegavam pela Marginal Tietê, carregavam produtos químicos e perigosos de forma irregular.

GABRIELA VIEIRA, Agência Estado

17 de abril de 2013 | 16h45

O delegado Tocantins Luiz Coelho Júnior, do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), informou que a ação procura garantir maior segurança para quem compartilha as vias expressas com veículos que transportam produtos perigosos. Os seis caminhões apreendidos apresentavam irregularidades na conservação da carga.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Estado, o motoristas, que têm entre 35 e 45 anos, foram detidos por oferecer perigo à sociedade (incolumidade pública). Todos são contratados por empresas de transporte.

Segundo informações da Polícia Civil, as irregularidades mais comuns nos caminhões que transitam pela capital são a falta de sinalização indicando a carga de risco e o painel de segurança incompatível com o produto transportado. Além do mal acondicionamento, a falta de kit de emergência e de certificado de capacitação ou documentos vencidos integram a lista de infrações.

Certificados

"O motorista responsável pelo transporte de produtos químicos e perigosos deve ter capacitação técnica para tanto", explica Tocantins. "Esse curso é de extrema importância para a sociedade." Os cursos próprios de Movimentação e Operação de Produtos Especiais (Mope) ou o de Movimentação e Operação de Produtos Perigosos (Mopp) exigem que o motorista tenha mais de 21 anos e já possua habilitação para dirigir grandes veículos. Além disso, não pode haver registro de nenhuma infração grave ou gravíssima, nem de reincidência em infrações médias durante os últimos 12 meses.

Na última semana, o Ministério Público do Mato Grosso do Sul e a Polícia Rodoviária Federal prenderam parte de uma quadrilha que vendia carteiras falsas de habilitação e certificados para transporte de cargas perigosas. Iniciadas em 2012, as investigações revelaram que os documentos falsos foram vendidos em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo.

Na ocasião, sete mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos. O MP estima que, em menos de três meses, cerca de 50 habilitações tenham sido comercializadas ilegalmente. Cada documento custava entre R$ 1.500 e R$ 3.000. Já os certificados de curso para transportes de cargas perigosas saíam por R$ 400.

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