Polícia holandesa toma navio do Greenpeace que tentava impedir entrega de petróleo do Ártico

A polícia holandesa invadiu um navio do Greenpeace nesta quinta-feira para evitar que ambientalistas impedissem que entrega da primeira leva de petróleo da nova plataforma de perfuração russa no Ártico chegasse a Roterdã.

Reuters

01 de maio de 2014 | 13h41

O navio Rainbow Warrior é tripulado pelos ativistas que foram detidos no ano passado no Ártico pela Rússia, disse o Greenpeace, que se opõe à extração de petróleo no mar ártico pela catástrofe que afirma poder ocorrer no frágil ecossistema.

A polícia disse que os ativistas renegaram um acordo que haviam feito com as autoridades do porto para não interferir fisicamente com o navio durante seu protesto. Um fotógrafo da Reuters disse que os ativistas estenderam faixas com os dizeres "Nada de petróleo do Ártico" do navio russo.

"O barco russo é muito grande, tem cerca de 250 metros de comprimento, e há preocupações com a segurança quando você tenta impedir que atraque", afirmou o porta-voz da polícia de Roterdã, Roland Ekkers.

Ele disse que os ambientalistas haviam sido detidos em uma sala do Rainbow Warrior até que este atracasse, quando o capitão foi preso. O petroleiro Mikhail Ulyanov entrou no porto desimpedido.

"O petróleo do Ártico representa uma nova e perigosa forma de dependência das gigantes estatais de energia russas no exato momento no qual deveríamos estar nos libertando de sua influência", disse o diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, em um comunicado.

As tensões entre Rússia e Ucrânia levaram muitos analistas a alertar que a Europa depende demais do gás russo, e alguns chegaram a dizer que a dependência energética europeia da Rússia torna caro demais impor sanções ao país.

(Por Michael Kooren)

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