Polícia inicia combate à exploração infantil em Manaus

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a operação batizada de Estocolmo que visa combater a exploração infantil e o agenciamento de mulheres para a prostituição. Foram expedidos pela Justiça 46 mandados de busca e apreensão e oito de prisão, todos com execução em Manaus. A Polícia Federal também participa da operação em razão de um dos investigados ser holandês.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

23 de novembro de 2012 | 12h09

De acordo com a polícia, a investigação teve início em maio deste ano, após uma criança procurar a Delegacia da Criança e do Adolescente para relatar a exploração que sofria por participantes do esquema. Na operação, que corre em segredo de Justiça, foram feitas interceptações telefônicas.

No dia 21 deste mês a Justiça expediu 15 mandados de busca e apreensão em casas de clientes da rede de prostituição, 31 em residências de vítimas, entre menores e mulheres, e oito mandados de prisão de exploradores. Um dos mandados de busca é para a casa de um holandês, que deve ser executado por agentes da PF.

Embora não tenham sido divulgados os nomes dos investigados, vários deles têm alto poder aquisitivo e grande influência política na cidade. Participam da operação 198 policiais civis e 30 agentes da PF.

O nome da operação se deve ao primeiro Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, realizado na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 1996. Também remete à Síndrome de Estocolmo, no qual vítimas de sequestro que permanecem um longo tempo com seus raptores passam a vê-lo como um cuidador e criam um vínculo afetivo. De acordo com a polícia, muitas meninas exploradas sexualmente não se vêm como vítimas.

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