Polícia intervém em confronto em ato sindical no PR

Um confronto entre lideranças das centrais sindicais e diretores do Sindicato dos Motoristas e Cobradores nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) deu início à manifestação pela redução de jornada de trabalho, hoje pela manhã, em Curitiba. A Polícia Militar precisou intervir, com balas de borracha e bombas de efeito moral, para garantir que os ônibus deixassem as garagens. Os sindicalistas reclamaram que algumas pessoas saíram feridas, mas a polícia disse não ter conhecimento do fato. A intenção dos dirigentes da Força Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (CTB) era impedir que os ônibus circulassem, o que poderia dar a impressão de uma adesão maior ao protesto. Mas o Sindimoc foi contrário a essa estratégia. "Não é prejudicando toda a população que vão conseguir alguma coisa", alegou o presidente da entidade, Denílson Pires da Silva.Como a prefeitura e a Urbanização de Curitiba (Urbs), entidade de economia mista que gerencia o transporte coletivo da capital paranaense, tinham conseguido na Justiça um interdito proibitório para garantir a circulação dos ônibus, a polícia foi chamada e desmobilizou os piquetes. "Em várias garagens, atrasamos a saída dos ônibus, mas infelizmente houve truculência por parte da polícia, que acabou atrapalhando a nossa manifestação", reclamou o presidente da CUT-PR, Roni Barbosa.

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