Polícia investiga confusão na Mangueira, no Rio

A Polícia Civil do Rio investiga uma suposta invasão à quadra da Mangueira por criminosos que teriam tentado intervir na eleição para a presidência da escola de samba, marcada para 28 de abril. A ação criminosa teria ocorrido quarta-feira e foi denunciada à imprensa pelo músico Ivo Meirelles, presidente da escola, que só comunicou o fato à polícia após ser convocado para depor.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

29 Março 2012 | 21h00

A chefe de Polícia do Rio, delegada Marta Rocha, soube da suposta invasão pela imprensa e determinou a abertura de inquérito policial para investigar o caso. Ivo Meirelles foi convocado e depôs durante duas horas, na tarde desta quinta-feira, à delegada Monique Vidal, da 17ª DP (São Cristóvão), que apura a denúncia. Quando saiu da delegacia, Meirelles afirmou apenas que continua sendo o presidente da Mangueira.

Segundo a denúncia do músico, um grupo de homens armados invadiu a quadra, roubou documentos referentes à eleição e anunciou que a escola será presidida por um advogado indicado por traficantes. O grupo também teria anunciado que um carnavalesco que já conquistou o título do carnaval carioca será contratado pela escola. Os criminosos fugiram sem ser identificados.

Segundo a Polícia Civil, Meirelles confirmou as informações à polícia, mas disse que não estava na quadra e, portanto, não testemunhou a ação. Policiais militares que estavam trabalhando anteontem em um posto da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) em frente à escola de samba negam ter visto qualquer movimentação suspeita. Meirelles, que recebe críticas de vários segmentos da escola, concorre à reeleição disputando o cargo com Percival Pires, que já foi presidente da escola, e outros candidatos.

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