Polícia investiga desaparecimento em Nova Iguaçu-RJ

Peritos realizaram hoje a reconstituição da operação policial que terminou com o desaparecimento de Juan Moraes, de 11 anos, na favela Danon, em Nova Iguaçu (RJ). O menino teria sumido no dia 20, depois que ele e o irmão de 14 anos foram baleados em uma troca de tiros com criminosos da comunidade.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

28 Junho 2011 | 19h46

A Polícia Militar (PM) investiga se há participação de seus agentes no desaparecimento do menino. Hoje, o chefe do Estado Maior Operacional da corporação, o coronel Álvaro Garcia, disse acreditar que não há envolvimento de policiais no caso. "Se houver envolvimento dos policiais, eles serão responsabilizados. E se não houver participação, é importante que a sociedade saiba que há isenção da PM. Nós não estamos encobrindo nada", disse.

Agentes do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) farão exames para verificar se Juan foi transportado em um dos carros usados na operação pelos policiais do 20º Batalhão. Testes com luminol identificaram marcas em cinco viaturas, mas os laudos que comprovariam a presença de sangue humano só deverão ficar prontos em dez dias. A saliva da mãe do menino foi colhida para comparação de DNA com o material encontrado.

A polícia foi informada, por uma denúncia anônima, que o corpo do menino estaria enterrado dentro da favela. Cães farejadores serão usados para procurá-lo. A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acompanha o caso e pretende incluir a família do menino desaparecido em um programa de proteção a testemunhas.

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