Polícia Militar aumenta o cerco a quem não usa cinto de segurança

Média mensal de multas pela infração aumentou 27% no primeiro semestre em relação a 2009

Marcela Spinosa e Viviane Biondo, da Agência Estado

19 de setembro de 2010 | 10h44

SÃO PAULO - A Polícia Militar apertou o cerco a passageiros de veículos que não usam cinto de segurança na capital paulista. A média mensal de multas aplicadas cresceu 27% no primeiro semestre deste ano se comparado a 2009. A média mensal no primeiro semestre deste ano foi de 1.168 multas. O dado inclui passageiros nos bancos dianteiro e traseiro.

 

Para a PM, há duas explicações para esse crescimento. A primeira é o aumento das operações da lei seca. "No ano passado, elas aconteciam de quinta a domingo. Neste ano, são diárias", afirma o capitão do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) Paulo Oliveira. Apesar de o principal objetivo dessas blitze ser a fiscalização da lei seca, os policiais autuam outras infrações, caso da falta de cinto.

 

A outra razão é o aumento do efetivo de PMs que fiscalizam o trânsito nas ruas. "Até 2009, eram 800. Com a reativação do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), em maio deste ano, temos 1.550 homens."

 

Trafegar sem o cinto é infração grave. Rende cinco pontos na carteira e multa de R$ 127,69 para cada pessoa flagrada sem o dispositivo. O item é considerado tão importante que o tema deste ano da Semana Nacional do Trânsito, que começou ontem e termina no próximo sábado, é o cinto de segurança e a cadeirinha para crianças.

 

Flávio Dutra, especialista em medicina de tráfego, afirma que os únicos ferimentos que o cinto não evita são os nos membros inferiores. Isso acontece por causa da deformação do veículo: o compartimento do ocupante diminui e pode haver fraturas importantes. "Só que o benefício de ter ficado retido é maior do que o risco de fraturas na cabeça e na coluna. E os traumas internos são evitados", diz.

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