Polícia pede a prisão de 18 da 'quadrilha dos playboys'

Grupo, formado, entre outros, por filhos de advogado, empresário e fazendeiro, é acusado de tráfico de drogas no Triângulo Mineiro

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, Agência Estado

22 Outubro 2013 | 12h37

Foi enviado à Justiça o inquérito que apurou o tráfico de drogas nas festas da alta sociedade na região do Triângulo Mineiro. No documento, finalizado nesta semana, a Polícia Civil pede a prisão preventiva de todos os 18 acusados de pertencerem à "quadrilha dos playboys", como ficou conhecido o grupo formado, entre outros, por filhos de advogado, empresário e fazendeiro.

As investigações demoraram seis meses e foram apreendidos com os envolvidos grande quantidade de drogas, armas e dinheiro, além de 15 veículos, sendo carros e motos de luxo. A operação foi denominada After Party e o grupo se concentrava em Araguari (MG), mas as drogas eram buscadas na região de Goiânia. Um espanhol que seria o fornecedor da mercadoria foi preso neste mês naquela cidade.

Alguns dos envolvidos seguem presos, enquanto outros conseguiram a liberdade até o caso ser julgado. Agora, segundo o delegado Fernando Storti, caso a Justiça acate o pedido de prisão provisória, todos voltarão para a cadeia.

Números. No total foram apreendidos com a quadrilha 100 mil comprimidos de ecstasy vindos da Holanda para serem comercializados no Brasil. Uma das apreensões envolveu uma mulher que levava 10 mil comprimidos de Goiânia para Araguari, enquanto outra teve como protagonistas dois estudantes universitários pegos com 1.600 comprimidos.

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