Polícia prende 2 suspeitos de jogar bomba em DP do Rio

Segundo delegado, os dois assumiram ter feito os explosivos a mando do deputado Natalino Guimarães

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2008 | 14h39

O delegado titular da 35.ª Delegacia de Polícia (Campo Grande), Marcos Neves, anunciou que os acusados de confeccionar o artefato explosivo, detonado na madrugada desta quarta-feira, 11, em frente ao distrito policial, foram presos. Segundo Neves, os homens confessaram que fizeram a bomba a mando do deputado estadual Natalino José Guimarães (DEM) que seria junto o vereador Jerônimo Guimarães (PMDB), Jerominho, atualmente preso, um dos chefes da milícia na zona oeste do Rio. Mais cedo, o delegado anunciou que já havia identificado os suspeitos e havia dito que eles tinham envolvimento com o deputado Natalino e o vereador Jerominho. No início da tarde, agentes da 35.ª DP encontraram um depósito clandestino de gás, na Rua Arthur Rios, em Campo Grande, onde apreenderam 5 mil botijões. Oito pessoas foram presas. O ataque ocorreu por volta das 2 horas e o artefato destruiu a porta de vidro da entrada da unidade. Os estilhaços provocaram danos no imóvel e em uma viatura da corporação. As pessoas que estavam perto da porta conseguiram sair do local antes da explosão e ninguém ficou ferido. Neves acredita que o objetivo do atentado é inibir as investigações da polícia contra os milicianos.

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