Polícia prende 2.191 no Estado

Arrastão policial, que mobilizou 9.299 agentes, focou acusados de tráfico e sequestro, entre outros crimes

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2009 | 00h00

Em 12 horas, a Polícia Civil de São Paulo prendeu 2.191 suspeitos e deteve 170 adolescentes. Esse foi o resultado da Operação Gênese, que serviu para os policiais cumprirem mandados de prisão e de busca e apreensão em todo o Estado. Os alvos do arrastão da polícia foram pessoas acusadas de roubos, tráfico, homicídio, exploração de trabalho escravo e sequestro. Essa é a terceira operação desde 2007 em que a polícia mobiliza todos os seus departamentos para o cumprimento dos mandados num mesmo dia. "O resultado foi satisfatório. Demonstramos nosso grau de mobilização", disse o delegado-geral, Domingos de Paulo Neto.

Ao todo, a instituição mobilizou 9.299 policiais para cumprir as prisões e 1.213 mandados de busca. Eles apreenderam 345 máquinas de caça-níquel, 494 veículos, 57 quilos de maconha, 23 quilos de cocaína e 18 quilos de crack. Das prisões feitas pelos policiais, 509 foram resultado de flagrantes e as demais de mandados de prisão (1.601) e de recaptura de foragidos (81). "Não houve vazamento da operação, o que demonstra que a polícia pode atuar com eficiência", afirmou o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

A ideia de todos os departamentos cumprirem ações independentes no mesmo dia, em uma ação integrada, é a forma encontrada pela Polícia Civil para garantir visibilidade para suas ações. Cada departamento recebeu orientação para se preparar para atuar ontem, em conjunto com os demais. Os policiais se reuniram em São Paulo, por volta das 4 horas, para o início da ação.

No centro, os homens do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) fecharam uma oficina de roupas que explorava o trabalho escravo de dez bolivianos. Na Favela da Rua Alba, na zona sul, investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram recebidos à bala quando tentavam deter um acusado de homicídio. Ninguém ficou ferido e o homem conseguiu escapar. Ao todo, 17 acusados de assassinatos foram detidos pelo DHPP. "Privilegiamos os homicidas contumazes e os acusados de latrocínio", afirmou o delegado Marco Antônio Desgualdo, diretor do DHPP.

Em Guarulhos, policiais civis apreenderam uma submetralhadora e espingardas que pertenceriam a uma quadrilha de sequestradores responsável por manter, na semana passada, cinco pessoas de uma família em cativeiro - elas foram libertadas pela polícia sem que houvesse pagamento de resgate. Em Osasco, os policiais da Delegacia Seccional fecharam uma rádio pirata.

A maioria das prisões feitas ontem aconteceu no interior - mais da metade das prisões em flagrante aconteceu fora da Grande São Paulo. O delegado-geral afirmou que esse tipo de ação deve se tornar rotina. "Queremos recuperar a identidade da Polícia Civil", disse.

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