Polícia prende 8 suspeitos de ligação com PCC em São Paulo

Eles foram indiciados por formação de quadrilha e associação ao tráfico; 40 policiais participaram da operação

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

13 de março de 2009 | 16h46

Sete homens e uma mulher suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos na noite de quinta-feira, 12, e na madrugada desta sexta-feira, 13, em Bebedouro, na região de Ribeirão Preto, no interior paulista. Cerca de 40 policiais, de três cidades, participaram da Operação Integração, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual (MPE). A investigação durou cerca de três meses e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça foram fundamentais para descobrir as ações da quadrilha no tráfico de drogas. Os oito suspeitos foram indiciados por formação de quadrilha e associação ao tráfico.

As prisões ocorreram numa chácara, locada para um churrasco comemorativo à libertação de um detento, que estava na Penitenciária de Ribeirão Preto. Ele usava o codinome Guilherme nas conversas telefônicas, mas quando citou endereço e telefone, os policiais confirmaram a sua identidade. Na noite de ontem, os policiais invadiram a chácara e renderam cerca de 15 pessoas. Outras 20 chegaram depois. Foram apreendidos 37 telefones celulares, encaminhados à perícia, que cruzará os números com as informações das escutas. As demais pessoas liberadas ainda serão investigadas.

Segundo o delegado seccional de Bebedouro, José Eduardo Vasconcelos, os suspeitos que afirmaram ser do PCC nas conversas telefônicas usavam codinomes, não seus apelidos. "Isso dificultou a investigação", disse. Nas ligações, os suspeitos acertavam ações de tráfico com parceiros dentro de penitenciárias, receptação de veículos e faziam julgamentos de assuntos ou pessoas ligadas à quadrilha. "Interceptamos julgamentos de pessoas que foram espancadas e ouvimos informações sobre um homicídio anterior, mas ainda não totalmente claro", afirmou Vasconcelos.

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