Polícia prende dois suspeitos do massacre em GO

A Polícia de Goiás prendeu, nesta segunda, dois dos três suspeitos de envolvimento na chacina de sete pessoas na noite de sábado (28) em uma fazenda em Doverlândia, região sudoeste de Goiás. A chacina teria sido motivada por vingança.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

30 Abril 2012 | 18h51

"Eles (os assassinos) agiram com extrema crueldade", disse o delegado Vinicius Batista da Silva, do 7o. Distrito Polícia de Iporá, e responsável pelas investigações. O delegado explicou que a polícia recolheu algumas digitais. "Um dos criminosos usou um copo já com as mãos sujas de sangue", disse o delegado, que também colheu depoimentos de moradores nas proximidades da fazenda. O depoimento do filho de 14 anos de idade do vaqueiro morto foi decisivo para identificar os autores do crime.

As vítimas são Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Rocha Costa, 22, filho do fazendeiro; Heli Francisco da Silva, 44, vaqueiro da fazenda; Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, amigo do Lázaro; Miraci Alves de Oliveira, 65, mulher de Joaquim; Adriano Alves Carneiro, 24, filho do casal; e Tâmis Marques Mendes da Silva, 24, noiva de Adriano.

As mortes, suspeita a polícia, teria ocorrido em três etapas. Primeiro, foram mortos o fazendeiro e o filho, que tiveram os corpos arrastados até o banheiro. Depois, os bandidos caminharam 200 metros e mataram, dentro de casa, o vaqueiro Heli Francisco da Silva e o casal Joaquim e Miraci, que chegavam à fazenda com um presente de casamento para Leopoldo. Por fim, os assassinos encontraram Adriano e a noiva Tâmis. Todos tiveram as cabeças decepadas e a família da jovem suspeita que ela tenha sido violentada pelos bandidos.

"Uma intriga com o filho do fazendeiro teria sido a origem das mortes", disse o sargento Divino Celso Teles. O crime chocou a cidade, localizada próxima à divisa de Goiás com Mato Grosso, que tem menos de oito mil habitantes e economia baseada na agropecuária.

Mais conteúdo sobre:
violênciaGoiásdegola

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.