Polícia reforça investigações sobre morte de Décio Sá

Crime era planejado há algum tempo e foi executado por profissionais, segundo informou a polícia

Gheisa Lessa, estadão.com.br

25 Abril 2012 | 15h11

SÃO PAULO - As investigações sobre o assassinato do jornalista Décio Sá foram intensificadas, de acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes. Sá foi morto com seis tiros na noite de segunda-feira, quando estava sozinho em um bar, em São Luís. Por determinação do secretário de Segurança, uma força tarefa foi montada para a realização das investigações. Os responsáveis pela morte do jornalista ainda não foram identificados.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) informou que a Delegacia de Homicídios, coordenada pela Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), trabalha em conjunto com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e a Secretaria-Adjunta de Inteligência da SSP.

De acordo com a SSP do Maranhão, imagens de circuitos internos e das barreiras eletrônicas na área da Avenida Litorânea, onde fica o bar em que Sá estava no momento do crime, foram recolhidas e estão sendo analisadas pela polícia. Familiares e frequentadores do bar estão sendo ouvidos pelos delegados que acompanham o caso.

Segundo as investigações, o crime vinha sendo planejado há algum tempo, e foi executado por profissionais. De acordo com os depoimentos já prestados, a polícia afirma que o jornalista estava sendo acompanhado desde a saída da porta do jornal O Estado do Maranhão, onde trabalhava, até chegar ao bar.

A Secretaria de Segurança revela também que e ao fugir, o criminoso deixou cair o carregador da arma pistola .40. O levantamento aponta que houve uma troca de veículos. De acordo com a polícia, os criminosos teriam deixado a motocicleta em um local próximo à barreira eletrônica e seguido em um carro.

Com relação ao calibre de uso particular das forças policiais, o secretário do Estado esclareceu que o armamento pode ter chegado aos criminosos por diversos caminhos, entre os quais, as fronteiras do País. A polícia disse ainda que, segundo as primeiras investigações, o blogueiro não demonstrava estar recebendo ameaças de morte. O computador e o telefone pessoal do jornalista estão com a polícia.

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