Policiais civis protestam no centro do Rio

Policiais civis em greve ligados ao Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol) participam de manifestação no centro do Rio, mas a adesão é pequena: menos de vinte pessoas estão na frente do prédio da Chefia de Polícia Civil, na Rua da Relação. O motivo é a divisão da categoria.

THAISE CONSTANCIO E CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

21 de maio de 2014 | 12h28

Segundo o presidente do Sindicato de Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Sindpol), Fernando Bandeira, 60% dos 11 mil policiais civis do Rio de Janeiro aderiram à greve. Porém, a adesão não é confirmada pela Chefe de Polícia Civil. "Negociamos com o governo há dois anos, desde a greve geral de 2012, e não chegamos a nenhuma conclusão. Por isso resolvemos parar", disse Bandeira.

O Sindpol organiza outra manifestação, marcada para a tarde desta quarta-feira, 21, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho (zona norte). A orientação do comando de greve é que apenas registros de casos graves sejam feitos nas delegacias. Investigações e atendimento a casos de pequenos delitos devem ser suspensos.

Em nota distribuída na manhã desta quarta, a Chefia de Polícia Civil informou que "mantém diálogo aberto com os representantes da categoria e que as negociações estão em andamento". A polícia informou que a cúpula da instituição está reunida desde o início da manhã, "monitorando o funcionamento de todas as delegacias do Estado, a fim de adotar as medidas necessárias para o bom atendimento à população".

As principais reivindicações da categoria são a incorporação de gratificação que varia de R$ 850 a R$ 1.500 mensais e redução da diferença salarial entre inspetores e delegados. Os grevistas reivindicam 50% de reajuste para inspetores e outros funcionários de base. O Sinpol vai se reunir às 19 horas desta quarta-feira no Clube Municipal, na Tijuca (zona norte).

Nas delegacias da zona norte, o movimento era normal nesta manhã. Na 44ª DP (Inhaúma), a cabeleireira Dálira Nascimento, de 24 anos, registrou o assalto sofrido pela manhã. "Eu estava no ponto de ônibus e dois caras de moto levaram minha bolsa e o telefone. O boletim de ocorrência é para bloquear o aparelho. Eu sabia da greve, mas resolvi arriscar", afirmou Dálira, atendida por volta das 10h.

A reportagem percorreu as delegacias 19ª (Tijuca), 21ª (Bonsucesso) , 23ª (Méier) e 24ª (Piedade). Na 21ª e 19ª, os policiais disseram que não estavam registrando ocorrências comuns, apenas casos graves e homicídios. As duas delegacias estavam vazias. Segundo os policiais, as pessoas que souberam da greve desistiram de ir às delegacias para registrar queixas.

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