Policiais em greve fazem protesto contra Cabral no RJ

No segundo dia da greve da categoria, policiais civis do Rio fizeram hoje uma passeata nas ruas de Laranjeiras, na zona sul do Rio, para protestar contra a proposta do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) de conceder 25% de reajuste salarial, parcelado em 24 meses, para profissionais da segurança, saúde e educação. Cerca de 50 policiais bloquearam o trânsito do Túnel Santa Bárbara e passaram canecas e panelas entre pedestres e motoristas, como se pedissem esmolas. Em frente ao Palácio Guanabara, o grupo se uniu a profissionais de saúde e professores, na maior manifestação de servidores estaduais enfrentada por Cabral, com cerca de 800 pessoas.A greve de três dias dos policiais civis começou ontem. Como determina a lei, 30% do efetivo foi mantido nas delegacias. Apenas prisões em flagrante, roubos e furto de veículos e remoção de cadáveres são registrados. Apesar de Cabral ter anunciado o corte do ponto dos grevistas, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, reuniu-se com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira. Segundo o presidente, o secretário prometeu interceder junto ao governador para reabrir as negociações em torno da reincorporação de uma gratificação da categoria. "Retomado o diálogo, acaba o movimento. Ninguém quer prejudicar a população", afirmou Bandeira.Para os sindicalistas, o movimento grevista foi detonado pelo próprio governador, quando reuniu parte do secretariado e anunciou, em entrevista coletiva na semana passada, o plano de reajuste gradativo dos salários de funcionários das áreas consideradas por ele "estratégicas". "O governador conseguiu, pela primeira vez, unir os servidores da saúde, da educação e da segurança", afirmou o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze. Os profissionais de saúde não entraram em greve, mas a categoria promete engrossar todas as manifestações de professores e policiais.

ALEXANDRE RODRIGUES, Agencia Estado

21 de agosto de 2007 | 19h08

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