Policiais que mataram Renilson pegam 23 anos de prisão

Os ex-policiais militares Jason Ferreira Paschoalino e Jonas David Rosa foram condenados a 23 anos de prisão na noite desta quinta-feira, 20, pelos assassinatos do auxiliar de enfermagem Renilson Veriano da Silva, de 39 anos, e de seu sobrinho Jefferson Coelho da Silva, de 17. Os ex-militares podem recorrer da sentença, mas terão que voltar para um presídio em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde já estavam presos pelo crime ocorrido em 19 de fevereiro de 2011 no Aglomerado do Cafezal, na região centro-sul da capital.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

20 Março 2014 | 23h17

O julgamento dos ex-militares no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, teve início na terça-feira, 18. Além dos assassinatos, os ex-policiais também foram condenados pelo júri popular por porte ilegal de armas. A versão da defesa foi a apresentada pelos acusados no dia do crime, de que tio e sobrinho teriam envolvimento com traficantes e teriam atirado na guarnição.

Mas os jurados acataram os argumentos do promotor Francisco Rogério Campos de que os revólveres com numerações raspadas que estavam ao lado do corpo, assim como uma farda da Polícia Militar (PM), pertenciam aos acusados e foram "plantadas" no local. O cabo Fábio de Oliveira também teria participado do crime, mas foi encontrado morto em uma cela dias depois. Os assassinatos levaram a uma série de protestos e terminaram em confrontos entre policiais e moradores, que chegam a atear fogo em veículos.

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