Policial mata ex-mulher e fere 3 no interior de SP

Após os crimes em Cachoeira Paulista, PM fugiu e não havia sido preso até esta tarde

Simone Menocchi, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2009 | 18h52

O policial militar Ederli da Silva, de 44 anos, matou a ex-mulher Roseane Venceslau Rodrigues, de 37 anos, e feriu a bala outras três pessoas, entre elas, a ex- namorada Romilsa Alessandra Albado Dias, de 28 anos. O crime aconteceu por volta das 22 horas de quinta-feira em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba.  Segundo testemunhas, Silva havia bebido muito e encontrou a ex-namorada em um bar no bairro do Pitel. Acometido por ciúmes, já que a jovem estava na companhia de um homem, o policial começou a discutir com a vítima. As agressões verbais se acirraram e ele então sacou a arma e fez os disparos. A jovem caiu na calçada e foi socorrida pelo amigo, Marco Túlio Othero, que também acabou baleado de raspão. O policial então fugiu do local e foi até a casa da ex-mulher Roseane, que morava com dois filhos do casal, de 11 e 16 anos, e com o atual marido. O filho dele de 11 anos abriu a porta e o policial insistiu que ele chamasse a mãe. Ela não queria atender mas diante da insistência saiu no quintal para falar com o PM. A cena se repetiu: discussões e disparos. Roseane levou três tiros no peito e morreu na hora. O crime aconteceu na frente do filho. O marido de Roseane, Ademir Siqueira, ao ouvir os disparos, saiu para defender a mulher e acabou baleado.  Contra o PM, as duas mulheres já haviam registrados três boletins de ocorrência na delegacia sobre ameaças. "Ele sempre foi muito agressivo e não se conformava com o fim do relacionamento", afirmou Donizete Dias, tio de Romilsa. Depois dos crimes, Silva fugiu e até o final da tarde desta sexta-feira continuava sendo procurado pela polícia.  De acordo com o Comando da Polícia Militar o policial respondia pela morte de um traficante e também por três ameaças. Ele era mantido em serviços administrativos e não atuava mais no policiamento ostensivo. Ainda segundo a polícia, o PM chegou a mandar uma carta para uma das vítimas informando que a mataria. "Vou pedir a prisão temporária dele de trinta dias", afirmou o delegado Márcio Celso Senne.

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