Polinter 'não funciona de maneira exemplar', diz Beltrame

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, admitiu hoje que a carceragem especial da Divisão de Capturas da Polícia Civil do Rio (Polinter) "não funciona de maneira exemplar", ao comentar reportagem que mostrou regalias admitidas no local. Batizada de "colônia de férias" pela Justiça Federal Criminal, há 11 dias fugiu da carceragem o delegado federal aposentado Paulo Sérgio Cardoso de Figueiredo, preso sob a acusação de tentativa de seqüestro e roubo. "Hoje não temos uma casa de custódia que funcione de maneira exemplar", declarou Beltrame.Sobre as denúncias de que presos têm liberdade para chamar garotas de programa e fazer churrascos, o secretário disse que ainda precisa reunir provas para punir os responsáveis. "Gostaria de que quem fez a acusação nos desse o norte para que a gente pudesse punir de maneira exemplar. O que não podemos é ser levianos, temos que ter provas", disse. "Temos que ter critério para fazer punição. Vir para a mídia e dizer que tem churrasco, que tem garota de programa lá dentro é uma coisa, agora eu preciso de instrumentos para produzir provas e punir os servidores daquela casa."No dia 9 de julho, a Justiça Federal encaminhou ofício à Secretaria da Segurança relatando as denúncias de "eventuais regalias". A reportagem perguntou ao governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) se ele tinha conhecimento das regalias: "Não. Temos um delegado da Polinter que é um homem sério (Herald Espínola). Qualquer desvio será punido. (A Polinter) foi apelidada pela matéria. Eu acredito no comando da minha polícia. Certamente, o secretário de Segurança e a Chefia de Polícia tomarão as medidas cabíveis."

FELIPE WERNECK, Agencia Estado

08 de outubro de 2007 | 18h24

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