Pontapé inicial é de Nasi, o 'Wolverine' do rock nacional

Ex-vocalista de uma das mais respeitadas bandas nacionais, o Ira!, o cantor Nasi e seu grupo foram os escolhidos para abrir o "decibélico" show do AC/DC no Morumbi. Passaram por duas avaliações: a dos promotores brasileiros e dos gringos, competindo com outros indicados.

Jotabê Medeiros, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

O "Wolverine" do rock nacional terá 30 minutos, tempo suficiente, ele calcula, para sete músicas. Pretende tocar coisas de seu DVD, que está para lançar, e músicas de Stooges, Raul Seixas e The Clash. Fã do AC/DC, Nasi considera que o grupo passou pelas grandes transformações do rock e manteve-se íntegro. "Quando o punk surgiu, no fim dos anos 1970, os fãs de rock ficaram divididos. Havia aqueles que não gostavam de Ramones, Sex Pistols, Clash, porque seria mal tocado. Eram os fãs de Led Zeppelin, Deep Purple, essas coisas. O AC/DC sempre fez a ponte entre os dois lados. Era rock bem tocado e era fúria o tempo todo", conta Nasi. Gêneros em ascensão, como hip-hop (Run DMC e Beastie Boys) samplearam o AC/DC. O grupo com o qual Nasi vai abrir a noite tem Johnny Boy (baixo), Nivaldo Campopiano (guitarra), Digão (guitarra), Evaristo (bateria), André Youssef (teclado) e um convidado, o guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, no grand finale. Na mesa de som de Nasi, reforço de peso: o engenheiro americano Roy Ciccala, que trabalhou em dois discos da banda australiana.

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