População tem bom senso, diz ministro sobre uso do mensalão na eleição

A população saberá discernir e não será afetada pelo julgamento do chamado mensalão no segundo turno das eleições, disse nesta quinta-feira o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Reuters

11 de outubro de 2012 | 12h50

"Eu não aconselho as pessoas que querem fazer esse uso (eleitoral do mensalão) que o façam, porque, graças a Deus, a população brasileira tem muito bom senso e sabe distinguir perfeitamente o que é uma coisa e o que é outra coisa, e cuida muito do seu futuro, da sua família, da sua cidade", disse Carvalho a jornalistas.

"Aqueles que têm apostado no uso político de fatos como esse nunca se deram bem", afirmou o ministro, referindo-se ao chamado mensalão, esquema de compra de apoio parlamentar no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O esquema, cujo julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) já resultou na condenação de petistas, entre eles o ex-ministro José Dirceu, tem sido usado por adversários do PT, principalmente em São Paulo, onde tucano José Serra enfrenta Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa pela prefeitura da capital.

A maioria STF já condenou, além do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares.

Ainda segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff deve participar mais ativamente das campanhas em São Paulo, para onde deve viajar, de Salvador, onde o petista Nelson Pelegrino enfrenta ACM Neto (DEM), e de Manaus, onde Vanessa Grazziotin (PCdoB) disputa a prefeitura contra Arthur Virgílio (PSDB).

Os demais ministros, disse Carvalho, estão autorizados a participar das campanhas, com a ressalva de que não o façam no horário de expediente.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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