Por falta de risco sanitário, Anvisa deixa de regulamentar

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que deixou de regulamentar produtos integrais porque não existe risco sanitário em consumir um pão que não é verdadeiramente integral. Segundo a agência, "caso o desejo do consumidor seja o consumo de um produto com apelo mais natural, convém checar a lista de ingredientes para identificar quais os ingredientes utilizados são integrais; por exemplo, se há mistura de farinhas ou cereais não integrais".

, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

Em maio, porém, o órgão regulador proibiu publicidade da bebida Alpino Fast por entender que induziria as pessoas a acreditar que o produto tem o chocolate Alpino, o que não é verdade. "No caso do Alpino houve denúncia. Lógico que se houver provocação, atendemos, mas não é nossa prioridade. Claro, o consumidor pode estar sendo enganado, mas tudo depende de analisar caso a caso", disse a gerente substituta de monitoramento da propaganda da agência, Ana Paula Macera.

A Bimbo destacou em nota que todos os rótulos de seus produtos estão em consonância com as exigências da legislação brasileira. A reportagem não localizou representante da Wickbold, apesar de contato com as áreas de marketing e atendimento ao consumidor. A Panco prometeu lançar pão 100% integral, mas com maciez. Questionada sobre como isso seria possível - pois os engenheiros de alimentos dizem que é improvável -, disse que não poderia revelar a receita. A Nestlé destacou que considera integral todo produto que tem, em cada grão de farinha, ao menos, 20% de farinha integral e disse ter cereais integrais em seus biscoitos. A Kraft disse não informar a porcentagem de farinha integral no rótulo da Trakinas porque a Anvisa não exige.

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