Por férias nas creches, docentes iniciam greve

Profissionais da rede municipal de educação de São Paulo iniciam hoje uma greve de três dias, convocada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem). A principal reivindicação é a garantia de férias nas creches.

PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2012 | 03h05

O funcionamento ininterrupto das unidades de educação infantil foi parar na Justiça. Desde 2008, as unidades são obrigadas a ficar abertas para atender os pais que trabalham. Os profissionais são contra a medida, assim como a Prefeitura.

Em 26 de março, decisão da Câmara Especial do Tribunal de Justiça determinou que as creches não fechem para férias. A demanda é da Defensoria Pública. Apesar de a decisão ser da Justiça, o movimento grevista também pressiona a Secretaria Municipal de Educação (SME). "A SME deve assegurar o direito de férias em janeiro e de recesso no calendário escolar e se organizar para atender às famílias que necessitam do serviço nesses períodos", ressalta o Sinpeem.

A SME informou na sexta-feira que a Prefeitura encaminhou à Câmara um projeto de lei que oficializa férias e recesso escolares em todas as unidades, incluindo Centros de Educação Infantil (CEI). Atualmente, as férias são previstas apenas em portarias anuais. Se aprovada, a lei fixará 30 dias de férias para todas as unidades, em janeiro.

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