Por reajuste, PMs iniciam aquartelamento em AL

Os policiais militares em Alagoas iniciaram na manhã de hoje um aquartelamento em protesto contra a defasagem salarial. Eles estão chegando nos quartéis e batalhões, mas não estão saindo às ruas para trabalhar. Segundo o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas, major Wellington Fragoso, o aquartelamento é por tempo indeterminado, "até que o governo sente para negociar a nossa data-base". Ele disse que, quem não estiver aquartelado, estará participando de um ato público, na Praça Dom Pedro II, no centro de Maceió.

RICARDO RODRIGUES, Agência Estado

07 de abril de 2010 | 09h34

De acordo com o major Fragoso, a categoria pede o pagamento de 7% de reajuste, pendente de um acordo firmado com governo, além da redução da escala de trabalho dos militares para 40 horas semanais e do reajuste salarial das últimas quatro datas-base. "Estamos pedindo apenas o cumprimento da lei. Será que a lei só serve para usada contra nós? Será que é pedir demais que nossos direitos sejam respeitados? Hoje é o ''dia D'', convoco os militares e a população em geral para juntos cobrarmos do governo segurança pública de qualidade para os alagoanos", afirmou Fragoso.

Em nota, o secretário estadual da Defesa Social, delegado Paulo Rubim, disse que não foi comunicado oficialmente sobre o aquartelamento, por isso ainda não tinha um posicionamento sobre o movimento. No entanto, em entrevista à imprensa, o secretário afirmou que o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) pode solicitar do governo federal o reforço da Força Nacional, caso o aquartelamento retire os policiais militares das ruas. Além disso, o secretário também comentou que não via "motivo" para o protesto.

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