Possível líder da centro-esquerda vê nova eleição na Itália em breve--jornal

A Itália deve voltar às urnas em breve após a inconclusiva votação da semana passada, afirmou nesta quinta-feira o prefeito de Florença, Matteo Renzi, visto como um provável novo líder da centro-esquerda nas próximas eleições.

Reuters

07 de março de 2013 | 07h57

A centro-esquerda conquistou a maioria na Câmara dos Deputados, mas não conseguiu obter a maioria no Senado necessária para governar, deixando a Itália diante de semanas de incerteza e a possibilidade de novas eleições dentro de alguns meses.

"Eu vou me limitar a dizer que esta legislatura tem todos os sinais de que irá bater o recorde de duração em um sentido negativo," afirmou Renzi ao jornal Il Messaggero.

Renzi, de 38 anos, tem sido amplamente visto como um provável substituto do veterano líder do Partido Democrata (PD) Pier Luigi Bersani, após a centro-esquerda não conseguir garantir a vitória na eleição apesar de uma imponente liderança nas pesquisas de intenção de voto nas semanas anteriores à votação.

Renzi, que perdeu para Bersani nas eleições primárias do ano passado, declarou repetidamente a sua lealdade ao atual líder, mas disse que o partido precisava tirar lições da eleição, que foi ofuscada pelo sucesso do Movimento 5 Estrelas, fundado pelo comediante e blogueiro Beppe Grillo.

"O modelo de um partido sólido, tradicional, tem sido profundamente colocado em questão", disse Renzi ao jornal.

Ele disse que outra primária para escolher um candidato para uma futura eleição era "inevitável", mas se recusou a dizer se ele próprio seria um candidato.

O prefeito de Florença, um moderado que é popular fora do PD mas visto com desconfiança por muitos tradicionalistas de esquerda, tem sido cauteloso para evitar qualquer desafio evidente a Bersani, mas seus comentários sugerem que ele irá desempenhar um papel de liderança em qualquer eleição futura.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, começará consultas formais com os partidos para a formação de um governo após a primeira sessão do novo Parlamento, no dia 15 de março.

(Reportagem de James Mackenzie)

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