Post responde por que o Sul de Minas domina as provas de café

O Grão em Grão se propõe, nesta semana, a desvendar um mistério: por que, em supermercados, cafeterias e prêmios, só dá Sul de Minas? A décima terceira edição do Cup of Excellence reafirmou a tendência: dos 24 vencedores, 18 são associados da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde, a Cocarive, que congrega produtores da região de Carmo de Minas.

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2012 | 02h11

Por que tanta predominância? O presidente da Cocarive, Ralph de Castro Junqueira, conta que desde 2002 há um programa de qualidade das propriedades da região. Uma equipe de engenheiros agrônomos visita as fazendas e orienta sobre o manejo da lavoura, o momento de colher os frutos e os cuidados na secagem. Além disso, a entidade mantém um laboratório de classificação. Provadores percorrem os cafezais em busca de grãos competitivos para concursos. E a natureza também colabora. "Estamos numa região de clima ameno, altitude elevada, bons índices de chuva e período de seca definido", diz Junqueira. O solo da região, rico em potássio, contribui na formação de açúcares nos grãos.

Degustador internacional do Cup of Excellence e exportador, Silvio Leite inclui mais peças no quebra-cabeças de Carmo de Minas: "Em Carmo de Minas, eles se esmeraram em produzir um supercereja, bem vermelhinho e doce. Esses cafés são bem aceitos pelo júri: equilibrados, com tendência a acidez", explica. Some a isso atenção dos produtores ao mercado. "O concurso é aberto a todos os produtores de arábica do Brasil, mas recebemos muitas inscrições da Cocarive", completa.

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