Pouca chuva eleva preço de energia de curto prazo para acima de R$480

Chuva fraca prevista em diversas bacias que colaboram para encher reservatórios de hidrelétricas brasileiras levaram à elevação do custo de operação do sistema elétrico e consequente aumento do preço de energia de curto prazo na próxima semana, uma alta superior a 18 por cento em relação a essa semana.

Reuters

24 de janeiro de 2014 | 16h28

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que serve como base para a formação de preços de energia no mercado de curto prazo, subiu de 410,67 reais por MWh, na carga média, nesta semana, para 486,59 reais por MWh para a próxima semana.

As poucas chuvas em janeiro, mês tradicionalmente úmido e chuvoso, tem elevado cada semana os custos de operação do sistema elétrico e do preço de energia de curto prazo, que está em patamares elevados para esta época do ano. Enquanto isso, os reservatórios das hidrelétricas seguem em níveis considerados baixos para a época e a geração térmica mais cara está fortemente acionada.

"Para a semana de 25 a 31 de janeiro, a previsão é de que a atuação de uma massa de ar quente e seco atue nas regiões Sudeste e Nordeste, inibindo a ocorrência de precipitação nas bacias hidrográficas dessas regiões", afirmou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação para a próxima semana.

"No início da semana, uma frente fria deve avançar pela região Sul, ocasionando chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu. A partir do dia 28, essas bacias voltam a apresentar estiagem. A bacia do rio Tocantins-Araguaia apresenta pancadas de chuva no início da semana", disse o ONS.

Com a elevação do custo de operação, ainda haverá um aumento de cerca de 670 megawatts médios na geração de energia térmica acionada por ordem de mérito de custo (da mais barata para a mais cara), na próxima semana.

A previsão de pouca chuva e até ausência de precipitação em alguns pontos ocorre ao mesmo tempo em que as temperaturas altas no país provocam aumento da demanda de energia pelos consumidores, pelo maior uso de equipamentos de refrigeração. A demanda de energia instântanea bateu 3 recordes consecutivos nesta semana.

No boletim divultado nesta sexta-feira, o ONS elevou a estimativa de aumento da carga de energia no sistema elétrico nacional em janeiro de 10,3 por cento, na semana passada, para 11,5 por cento.

(Por Anna Flávia Rochas)

Mais conteúdo sobre:
ENERGIAONSCUSTO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.