Power Rangers ‘made in Brazil’

O Brasil foi o primeiro país do Ocidente a apresentar essas séries com regularidade

24 de novembro de 2007 | 16h04

Ele é uma espécie de avô dos Power Rangers. Lutava contra os incas venusianos usando apenas uma lanterna em formato de pistola e tinha um uniforme com um grande "N" estampado no peito. Em 1964, National Kid se tornou o primeiro desenho japonês a ser exibido pela TV brasileira - um sucesso tão estrondoso que até hoje é lembrado pelos fãs.  - Todos se renderam ao Miojo- Cultura pop tipo exportação E, sem querer, preparou a geração seguinte para os heróis tokusatsu, palavra japonesa para efeitos especiais. Depois dele vieram clássicos como Ultraman, Jaspion e Changeman , os "pais" dos Power Rangers. O Brasil foi o primeiro país do Ocidente a apresentar essas séries com regularidade - uma história bastante curiosa. A Everest Vídeo entrou em contato com a japonesa Toei, querendo comprar os episódios de Changeman e Jaspion. Esse interesse brasileiro pareceu estranho aos japoneses. Mas a explicação era simples: os filhos do dono da Everest adoravam as séries, trazidas do Japão por membros da colônia.  Exibidos na Rede Manchete, os desenhos se tornaram fenômeno de audiência e a Everest aproveitou para lançar uma linha completa com os personagens, que incluía de brinquedos a cuecas. Depois, vieram as fitas de vídeo, o fã-clube oficial (no auge, chegou a ter 4 mil sócios) e o show Circo do Jaspion.  A audiência de seus programas no Brasil estimulou a Toei a vender um embrião dos Power Rangers para a americana Saban, que, em 1993, quase 30 anos depois de National Kid estrear na Record, lançou Power Rangers, produzida nos Estados Unidos e encenada por atores americanos. Resultado? Outro sucesso, em cartaz até hoje.

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