PPS entra com representação para investigar presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), é alvo de uma representação protocolada nesta segunda-feira pelo PPS na Corregedoria da Casa, para que apure denúncias de que teria autorizado indevidamente a polícia legislativa a investigar caso de suposta chantagem ao deputado Policarpo (PT-DF), o que também é alvo da representação.

REUTERS

10 Outubro 2011 | 13h42

Reportagem da revista Veja desta semana denunciou o suposto uso indevido do Depol (Departamento de Polícia da Câmara dos Deputados), que foi acionado por Policarpo para apurar eventual chantagem depois de três pessoas denunciarem à revista, há cerca de duas semanas, que teriam recebido dinheiro para arregimentar e transportar eleitores do deputado nas eleições de 2010.

Os três teriam sido indiciados por conta do transporte dos eleitores, e por isso teriam pedido a Policarpo um advogado e empregos, e não teriam sido atendidos.

"Usar a Polícia Legislativa em busca de um depoimento, uma intimação em nome da Casa é algo da maior gravidade. A Polícia Legislativa não foi feita para isso, é para cuidar do Parlamento, da integridade da Casa", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), após protocolar a representação.

De acordo com reportagem desta semana, Policarpo teria dito que conversou com Marco Maia antes de procurar o Depol.

Em entrevista à Reuters, o deputado Policarpo afirmou que "em nenhum momento" tratou do assunto com o presidente da Casa.

"Vieram umas pessoas aqui me chantagear e eu comuniquei o fato à polícia legislativa", disse Policarpo. "O trabalho deles (da polícia) é defender os deputados, o Parlamento. Como o fato ocorreu aqui, dentro do meu gabinete, achei melhor proceder dessa forma", explicou.

A reportagem da Veja afirma que o sem-terra Francisco Manoel do Carmo, o lavador de carros Edmilson Almeida Lopes e vigilante Paulo Batista dos Santos decidiram denunciar o suposto crime eleitoral ao não receberem o que pediam.

Procurada, a assessoria de imprensa de Marco Maia, não se pronunciou sobre o assunto e informou que o presidente não está em Brasília.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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