PR lidera casos de problemas notificados durante Enem

O Estado do Paraná concentra, até agora, o maior número de casos de problemas notificados durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A checagem das atas das salas onde foram realizadas as provas vai orientar o Ministério da Educação (MEC) a dimensionar a quantidade de alunos prejudicados e a definir a data da nova avaliação. "É um trabalho de garimpagem, de sala por sala, e assim convocaremos (esses alunos) para a prova, sem prejuízo ao calendário universitário", afirmou hoje o ministro Fernando Haddad à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

17 de novembro de 2010 | 19h53

O processamento das 128 mil atas é rápido, disse Haddad. Segundo ele, embora a maioria delas não revele ocorrências, o trabalho está sendo feito com cautela, "para que não escape nada". O MEC espera que a análise seja concluída nos próximos dias, para que a data da reaplicação parcial do Enem seja anunciada na semana seguinte. De acordo com o ministro, o novo Enem será custeado pela gráfica RR Donnelley, que assumiu a responsabilidade por falhas na impressão.

Além do Paraná, foram informados problemas com alunos de Sergipe, Distrito Federal, Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina. Haddad disse que não há um número preliminar de pessoas que serão convocadas para refazer o Enem, mas o governo mantém a estimativa de que esse grupo represente 0,1% dos cerca de 3,3 milhões de alunos que se submeteram à avaliação. "O universo parece circunscrito. É, portanto, factível aplicar agora em dezembro um novo exame a esses estudantes, o que permitirá ao MEC divulgar o resultado no prazo combinado às universidades", afirmou. O consórcio Cespe/Cesgranrio, responsável pela aplicação do Enem, é capaz de corrigir cerca de 100 mil provas por dia, disse o ministro. O MEC pretende informar as notas até 15 de janeiro de 2011.

Durante a audiência na comissão da Câmara, Haddad admitiu que o Enem sempre enfrentou "problemas tópicos". Lembrou ainda que em outros anos mais de uma prova foi aplicada, como em 2009, quando foram realizadas três diferentes avaliações. Questionado pela imprensa se continuaria no cargo no governo da presidente eleita Dilma Rousseff, respondeu: "Qualquer resposta a essa pergunta é deselegante com a presidente. Eu não vou cometer essa indelicadeza."

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