Prática recupera áreas degradadas

Os benefícios da técnica para o solo são muitos, conforme a pesquisadora Flávia Patrício, do Biológico. ''''O calor diminui drasticamente a população de fitopatógenos do solo e, diferentemente do brometo de metila (gás altamente tóxico, de uso proibido), não promove um vácuo biológico no solo.''''Flávia conta que avaliações feitas em áreas solarizadas mostraram que houve até aumento de produção. Esse aumento, explica, é atribuído não só ao controle de fitopatógenos que causam doenças, mas também ao controle dos chamados ''''patógenos menores'''', que causam pequenos danos nas raízes e são difíceis de ser identificados.A prática também eleva o nível de nutrientes como nitrogênio no solo e altera a estrutura física e microbiológica da terra. ''''Essa mudança na estrutura reduz a compactação do solo, contribuindo na recuperação de áreas degradadas.'''' Ela explica que o plástico inverte o fluxo da água, que passa a ser ascendente em vez de descendente. ''''Isso muda a estrutura física do solo, sobretudo em solos mais pesados, de textura mais argilosa.''''Flávia recomenda monitorar a área tratada. ''''É importante acompanhar as condições do plástico e observar a presença de plantas daninhas. O crescimento de plantas daninhas sob o plástico pode indicar que as temperaturas atingidas não estão sendo suficientes para o controle satisfatório de fitopatógenos.'''' Se o produtor quiser, pode medir a temperatura do solo com termômetros de solo.As temperaturas alcançadas pelo solo durante a solarização são letais a muitos fitopatógenos. Em camadas mais superficiais, a 10 centímetros de profundidade, a temperatura varia de 49 a 54 graus; nas camadas mais profundas, as temperaturas são de 35 a 42 graus.''''Se o solo for pouco revolvido após o tratamento, a área pode permanecer com populações reduzidas de plantas daninhas por períodos prolongados, por até dois anos'''', afirma a pesquisadora.

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2008 | 02h59

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