Pratos japoneses a quatro mãos

Chefs Nasuno e Seki, de Yokohama, apresentam um menu de 40 itens, de entradas a carnes

O Estado de S.Paulo

21 Fevereiro 2008 | 04h08

O idioma corrente no restaurante Tarsila, do hotel InterContinental, ao menos por estes dias, é uma mistura tripartite de português, japonês e inglês. O peculiar código lingüístico, entretanto, não prescinde de gestos, mímicas e dedos que apontam: esta panela, aquela massa, esse tempero... E será assim pelo menos até o dia 1º, quando se encerra o Festival Gastronômico Japonês, planejado como parte das comemorações dos cem anos de imigração japonesa no Brasil. Recém-chegados do Japão, Shoji Nasuno e Keiichi Seki, do InterContinental Yokohama, vão apresentar um menu em esquema de bufê, com cerca de 40 opções de pratos. É comida que os paulistanos já conhecem, ou coisas que só se encontram nos restaurantes nipônicos? "Vamos traçar um painel das principais preparações japonesas, mas vamos nos fixar em coisas já conhecidas por aqui: tempurá, sushi, shabu-shabu, massas", respondem quase em uníssono - com a imprescindível tradução de Katia Miyada, gerente de vendas do InterContinental. Marcelo Pinheiro, chef-executivo do hotel, ajuda na explicação: "Eles vão trabalhar com vários métodos. Grelhados, marinados, cozidos." Pinheiro informa ainda que os chefs trabalharão com peixes e carnes nacionais - "e não será carne de gado wagyu". E na mala, o que os cozinheiros trouxeram de seu país? "Coisas secas, menos perecíveis. Uma variedade rara e cara de alga kombu, de sabor muito poderoso; arroz moti rosa; e pimenta de laranja, usada para aromatizar caldos", respondem. E nas horas de folga, o que pretendem fazer? "Ir ao mercado e comer feijoada, claro", diz Nasuno.

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