Pré-sal é foco de novo curso da Unifesp

Graduação vai funcionar em prédio alugado no câmpus da Baixada Santista

PAULO SALDAÑA, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2011 | 03h02

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) vai abrir um novo curso no ainda improvisado câmpus da Baixada Santista: Ciências e Tecnologia nas Áreas do Mar e Meio Ambiente. Voltada para demandas do pré-sal na região, a graduação terá 200 vagas e é apontada como último capítulo da expansão da universidade - que multiplicou alunos e unidades, mas ainda depende de câmpus inadequados.

O bacharelado, com 3 anos de duração, terá configuração inédita, segundo a direção da instituição. As vagas estarão disponíveis no próximo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do MEC. A criação do curso já era discutida desde 2005, quando começaram os debates sobre a expansão para Santos, no litoral paulista.

Com a descoberta do pré-sal e o lançamento do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), a ideia se consolidou. "Agora a gente não abre curso sem ter a infraestrutura adequada", diz o reitor, Walter Manna Albertoni.

As diretrizes do curso foram trabalhadas durante um ano e meio por nove professores já contratados. No total, serão 20 professores e outros 20 técnicos. "Poderemos colocar no mercado de trabalho da Baixada Santista 200 jovens técnicos por ano, a partir dos próximos três anos", completa Albertoni.

A missão da universidade nos próximos três anos é conseguir consolidar as condições para a oferta dos cursos de Engenharia na área. A princípio, serão duas: Engenharia de Petróleo e Energias Renováveis e Engenharia Portuária e de Meio Ambiente.

A ideia é que quem já tem a graduação em Tecnologias do Mar faça uma prova e se habilite em uma das áreas.

Nova casa. Inaugurado em 2006, o câmpus da Baixada Santista ganhará no ano que vem sua sede oficial - um prédio novo de 20 mil m². Os seis cursos oferecidos no câmpus (Educação Física, Fisioterapia, Psicologia, Serviço Social e Terapia Ocupacional) ainda funcionam em três prédios alugados.

A nova edificação vai abrigar todas as graduações oferecidas hoje na cidade, mas os prédios alugados continuarão a ser usados pela Unifesp - em um deles é que vai funcionar o Instituto do Mar e Meio Ambiente.

Os R$ 700 mil de aluguel serão pagos pela prefeitura, pelo menos nesses primeiros três anos. O objetivo da universidade é conseguir alocar o curso em um endereço definitivo até 2015.

No 3.º ano de Serviço Social no câmpus da Baixada, Lilian Rubia da Costa Rocha, de 26 anos, critica a decisão da instituição. "Estamos esperando desde 2006 o novo prédio da Unifesp e a decisão de criação desse novo curso foi tomada sem a participação dos alunos."

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