Preço da operadora ainda é barreira

Fazer consultas pelo celular é prático, mas os serviços enfrentam barreiras para se tornar mais populares. Falta costume em acessar a web no telefone, ferramentas úteis e fáceis de usar são poucas e os planos de dados ainda são caros. "Ninguém pode gastar mais na busca pelo restaurante do que no prato", diz o pesquisador Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). "O maior problema está nas operadoras. Precisamos de planos com preços fixos e com velocidades garantidas. E eles precisam ser inteligentes. Se a pessoa contratou 1 gigabyte de download, deve ter velocidade máxima no começo e menor quando o plano estiver no fim."Todas as ferramentas (veja texto ao lado) usam a internet para atualizar os dados. E a utilização da web móvel ainda é baixa. Segundo uma pesquisa do instituto Nielsen Mobile, do primeiro trimestre, apenas 3%dos entrevistados entraram na internet pelo telefone. E só 1% deles baixaram aplicativos. "Os serviços têm de resolver necessidades dos usuários de maneira prática e com custo mais barato possível", diz Roberto Vázquez, diretor de pesquisas para a América Latina do instituto.De acordo com uma pesquisa do Ibope Mídia, de outubro, 1,02 milhão de pessoas em nove capitais do Brasil acessam a web pelo celular. "A vantagem é fazer consultas rápidas, como saber se ainda há ingresso no cinema", avalia Derli Pravato, gerente comercial do Ibope Mídia. Um estudo da consultoria Predicta mostra que o acesso a sites comuns pelo celular tem aumentado. Mas o número ainda é pequeno. De um total de 375 milhões de visitas computadas, apenas 311.761 foram feitas por celulares, mais da metade por iPhones. F.S.

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