Preço do arroz cai, mesmo com ajuda do governo

Além dos leilões de contratos de opção, produtores propõem novos mecanismos de comercialização

Sandra Hahn, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2009 | 02h43

O preço do arroz voltou a cair na semana passada no Rio Grande do Sul, mesmo com a continuidade dos leilões de contratos de opção e a prorrogação da primeira parcela dos contratos de custeio dos produtores com o Banco do Brasil. O adiamento do compromisso para o fim do contrato ajuda o produtor a reduzir a necessidade de vender o produto para saldar dívidas. O presidente do Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga), Maurício Fischer, observa que esta parcela corresponde a R$ 375 milhões.

A Emater detectou queda de 2,86% no preço médio da saca de 50 quilos recebido pelo produtor na semana passada no Rio Grande do Sul, para R$ 25,12. Os produtores recomendam venda apenas pelo preço dos contratos de opção (R$ 28, considerando o valor mínimo mais o custo de armazenagem).

PROPOSTA

Em assembleia realizada na sexta-feira passada pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), os agricultores elaboraram proposta para incluir PEP (Prêmio de Escoamento de Produto) e Pepro (Prêmio Equalizador pago ao Produtor) entre os mecanismos de apoio à comercialização. A proposta deve ser discutida hoje, entre os arrozeiros e a indústria.

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