Preconceito é obstáculo à técnica

A aplicação de baixas doses de radiação para higienizar alimentos é uma prática relativamente nova. No exterior, porém, a técnica já é utilizada em uma série de alimentos, destaca a pesquisadora do Ipen, Ana Lúcia Villavicencio. "Nos Estados Unidos e na Europa é comum esterilizar carnes, especiarias em geral e até grãos", diz a especialista.

Leandro Costa, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 01h23

No Brasil, de acordo com Ana, apesar de a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o método, ele ainda é pouco aplicado. Na visão dela, isso se deve à falta de conhecimento, que gera preconceitos em relação à utilização de radiação. "Quando se fala que um alimento foi irradiado logo as pessoas temem ser contaminadas, o que é um mito, porque, ainda que exposto a altas doses de radiação, o alimento não é ativado. Mas, vendo esse medo por parte do consumidor, a indústria não investe, porque tem medo de o produto encalhar nas gôndolas."

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