Preços de celulares baratos podem cair ainda mais

Nokia e Motorola, que dominam o segmento de celulares de baixo custo, deverão se sentir pressionadas depois do anúncio de que a Vodafone fechou acordo para adquirir celulares baratos da produtora chinesa ZTE. A Nokia talvez tenha atraído mais confiança dos investidores devido aos seus resultados do quarto trimestre de 2006, depois de demonstrar que ainda pode elevar as margens de lucro em seus modelos mais baratos. Mas as operadoras de telefonia móvel estão dizendo agora que até mesmo US$ 25 é um preço alto demais por um celular. "Mesmo a US$ 25 ou US$ 30 por aparelho, as operadoras acreditam que haja um ágio associado às marcas Nokia e Motorola. Por isso, convocaram a ZTE", disse o analista Ben Wood, da CSS Insight. Os primeiros modelos da ZTE estarão disponíveis para clientes da Vodafone no terceiro trimestre deste ano, e isso pode pressionar as margens da Nokia e Motorola, disseram analistas. O modelo mais barato de celular hoje disponível no mercado é o Motorola C113a, especificamente projetado para os países emergentes, que em janeiro estava à venda pelo equivalente a US$ 23,92 no atacado, de acordo com dados fornecidos pela GMSExchange. Os produtos da ZTE podem ter preço alguns dólares mais baixo. Os modelos Nokia 1110 são vendidos por cerca de US$ 39. O acordo com a ZTE para o fornecimento de celulares não se restringe a fornecer modelos baratos para os assinantes da Vodafone em mercados emergentes. A empresa também os fornecerá para os mercados mais desenvolvidos, nos quais muitos consumidores estão à procura de planos pré-pagos com aparelhos baratos. Kai Oistamo, presidente-executivo da divisão de celulares da Nokia, disse à agência de notícias Reuters durante a conferência 3GSM de comunicação móvel, em Barcelona, que não estava especialmente preocupado com a chegada de concorrentes de menor porte no extremo de preço mais baixo do mercado. "Creio que será muito, muito difícil. Hoje, produzir celulares de preço baixo de maneira lucrativa requer economia de escala", disse Oistamo. Mas ele reconheceu que "a margem, em última análise, depende não só do que fazemos mas do que fazem os concorrentes", e "tudo é também função de nossa base de custos e capacidade de praticar preços competitivos".

Agencia Estado,

16 Fevereiro 2007 | 14h39

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