Preços globais de alimentos atingem menor nível em 6 meses, diz FAO

Os preços globais dos alimentos atingiram em julho o nível mais baixo em seis meses, liderados por um forte declínio nos grãos, oleaginosas e laticínios, que contrabalançaram aumentos nos preços de carnes e açúcar, informou na quinta-feira a agência da Organização das Nações Unidas para alimentos.

REUTERS

07 Agosto 2014 | 07h40

Os preços dos alimentos estão em condições de ficarem estáveis ao longo dos próximos 10 anos, depois que produtores globais responderam aos choques de preços que levaram a protestos violentos na última década, disseram a ONU e a FAO no mês passado.

A proibição à importação de alimentos por um ano anunciada pela Rússia contra países que impuseram sanções a Moscou pela crise na Ucrânia deve ter um efeito limitado nos preços globais dos alimentos, disse o economista sênior da FAO Abdolreza Abbassian.

"A primeira vítima será o mercado interno, no entanto isso terá algumas implicações para os agropecuaristas nos países produtores", disse Abdolreza Abbassian, apontando para o possível aumento de estoques de produtos não vendidos em alguns países exportadores que poderia deprimir ainda mais os preços.

O índice de julho ficou 1,7 por cento abaixo de julho de 2013, na quarta queda mensal consecutiva.

O índice de preços da FAO, que mede as mudanças mensais de preços para uma cesta de cereais, oleaginosas, laticínios, carnes e açúcar, ficou na média em 203,9 pontos em julho, queda de 4,4 pontos ou 2,1 por cento de junho.

(Reportagem de Isla Binnie)

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