Prefeitura afasta médicos por falha no diagnóstico

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto afastou nesta quarta-feira, 28, os médicos envolvidos no atendimento a uma adolescente de 16 anos que acabou morrendo. Gabriela Zafra faleceu com suspeita de meningite em uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) após ser atendida cinco vezes em três postos da rede pública de saúde da cidade.

RENE MOREIRA, Agência Estado

28 de maio de 2014 | 15h37

De acordo com o secretário Stênio Miranda, "a medida tomada é uma resposta à família e à população". A garota sofreu uma parada cardíaca e morreu na madrugada do dia 16 de maio, ocasião em que - sem que fosse pedido qualquer exame, teve seu caso sendo diagnosticado como intoxicação alimentar, virose, torcicolo e até caxumba.

Miranda diz que "o diagnóstico de meningite não é difícil, uma vez que há sintomas que se manifestam como dor de cabeça e vômito". Sem contar a investigação interna que foi aberta pela prefeitura, o caso também é apurado pela Polícia Civil, Ministério Público e Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

Procedimento

Na Secretaria de Saúde uma comissão apura como foi o atendimento todas as vezes em que Gabriela procurou a rede pública. Para isso, o prontuário da paciente está sendo levantado e será analisado. A morte da jovem foi objeto de protesto sexta-feira (23) na frente da prefeitura.

Questionado pelos vereadores sobre a situação do setor de saúde em Ribeirão Preto, o secretário da pasta alegou que "faltam médicos para atender à demanda de pacientes". Ele foi sabatinado por mais de duas horas na sessão desta terça-feira, 27.

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